Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Mudança provisória

 

Por razões de limpeza e  de alguma manutenção, mudámos temporariamente de alojamento práqui:  

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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Poema de aniversário

 

Para todos os que fazem anos em Junho, aqui fica um poema belissimo do cabo-verdeano José Luis Tavares:

 

CARTA A MIM MESMO
NO DIA DOS MEUS ANOS


Como poeta nasci já quase canónico
(vede se isto não tem seu quê de cómico),
fazem-me quase um preto gentio camões —
não ligueis, que amanhã príncipe dos anões

serei. É certo que não errei o fio à vida,
seus corsos e naufrágios — fui mais fundo
que os demais? — em modo assaz rotundo
percorri-lhe as voltas, os sustos, a recaída.

Saberão vez alguma que nesta escura feira
tudo é sombra e deriva? Que nem as agudas
razões do pranto desvanecem esta surdina?

Não te iludas com os louros na cabeleira:
mais depressa se rirão das tuas agruras
dizendo «outro que não escapou à sina».


José Luís Tavares

 

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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Medo

 


"... Ah o medo vai ter tudo
tudo

(penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
a ratos"

[Alexandre O'Neill, O Poema pouco original do medo]

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Terça-feira, 15 de Maio de 2007

Urbe eclesiástica

 

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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Desencontros

 

De novo Cesariny

 

 

"Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te perco..."

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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Avaliação de desempenho

 

 

 

"O dono de um talho foi surpreendido pela entrada dum cão dentro da loja.

Enxotou-o mas o cão voltou logo de seguida, Reparou então que o cão trazia um bilhete na boca.

Pegou o bilhete e leu: -Pode mandar-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?

O cão trazia também dinheiro na boca, uma nota de 50 euros. Ele pegou no

dinheiro, pôs as salsichas e a perna de carneiro num saco e colocou-o na

boca do cão.

O talhante ficou impressionado e como já estava na

hora, decidiu fechar a loja e seguir o cão. Este começou a descer a rua

e quando chegou ao cruzamento colocou o saco no chão, pulou e carregou

no botão para fechar o sinal.

Esperou pacientemente com o saco na boca que o sinal fechasse e pudesse

atravessar.

Atravessou a rua e caminhou até uma paragem de autocarro, sempre com o

talhante a segui-lo.

Na paragem, o cão olhou para o painel dos horários e sentou-se no banco,

à espera o autocarro.

Quando um autocarro chegou, o cão foi até à frente para conferir o número e

voltou para o seu lugar.

Outro autocarro chegou e ele tornou a olhar, viu que aquele era o número

certo e entrou.

O talhante, boquiaberto, seguiu o cão. Mais adiante o cão levantou-se,

Ficou em pé nas duas patas traseiras e carregou no botão para mandar parar o

autocarro, tudo isso com as compras ainda na boca.

O talhante e o cão foram caminhando pela rua quando o animal parou à porta

de uma casa e pôs as compras no passeio.

Então virou-se um pouco, correu e atirou-se contra a porta.

Tornou a fazer o mesmo mas ninguém respondeu.

Então contornou a casa, pulou um muro baixo, foi até à janela e começou

a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Caminhou de volta para a porta

e, de repente, um tipo enorme abriu a porta e começou a espancar o bicho.

O talhante correu até ao homem e impediu-o dizendo:

"Deus do céu homem, o que é que você está a fazer? O seu cão é um

génio!"

O homem respondeu: "Um génio??? Esta já é a segunda vez numa semana que

este cão estúpido se esquece da chave!".

 

Moral da história:

Podes continuar a exceder as expectativas mas, aos olhos daqueles que te

avaliam, isso ficará sempre abaixo do esperado."

 

 

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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Guernica 26 de Abril de 1937

 

Neste dia de Abril, a aviação nazi bombardeou a povoação basca de Guernica,

Picasso imortalizou a brutalidade fascista no quadro com o mesmo nome

 

 

Durante três horas, mais precisamente entre as 16:30 e as 19:30, no dia 26 de Abril de 1937, os bombardeiros da Legião Condor, enviada por Hitler para ajudar as tropas do general Franco, na sublevação que originou a Guerra Civil  de espanha (1936-1939), massacraram a pequena povoação basca de Guernica soltando 31 toneladas de bombas, muitas delas incendiárias

O bombardeamento custou um número elevado de vidas que segundo os historiadores, varia entre as 100 e 300

 

Pouco tempo depois da aviação nazi ter destruido esse pequeno povo Basco, Pablo Picasso realizou em 1937 uma pintura que se tornou um dos quadros mais célebres da história, e um grito de horror do pintor espanhol contra a guerra

Trata.se de uma obra mítica, a preto e branco, que mistura homens e animais com expressões atormentadas, Repare.se como a ausência de outras cores consegue um intenso dramatismo ao compor uma elegía que pretende descrever o caos provocado pela guerra, Um touro, que parece representar a Espanha, uma mãe que chora com o corpo inerte do seu filho nos braços, um soldado destroçado cujo braço conserva um bocado da espada, figuras deformadas, rostos contraídos, pedaços de membros, rodeiam a figura central de um cavalo, desorbitado e retorcido, com um mudo relinche de dor

Guernica converteu.se no símbolo da barbárie militar e dos horrores de uma Guerra Civil que destruiu a Espanha, causando mais de 500.000 mortos

 

 

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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Dia do livro

 

No dia mundial do livro, deixo o conto mais rápido da história da literatura

 

"Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí" Augusto Monterroso

 

 

 

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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Regresso

 

 

Retomo o poema de Jorge de Sena que nos devolve ao lugar pátrio, Esse tal canto de afectos que une o indígena ao húmus primordial

  

 

“ Tu és a terra...”

 

Tu és a terra em que pouso.

Macia, suave, terna, e dura o quanto baste 

a que teus braços como tuas pernas

tenham de amor a força que me abraça

 

És também pedra qual a terra às vezes

contra que nas arestas me lacero e firo,

mas de musgo coberta refrescando

as próprias chagas de existir contigo.

 

E sombra de árvores, e flores e frutos,

rendidos a meu gosto e meu sabor.

E uma água cristalina e murmurante

que me segreda só de amor no mundo.

 

És a terra em que pouso. Não paisagem,

não Madre-Terra nem raptada ninfa

de bosques e montanhas. Terra humana

em que me pouso inteiro e para sempre. 

 

 

 

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Segunda-feira, 9 de Abril de 2007

A bicicleta

 

De novo O'Neill,

 

" O meu marido saiu de casa no dia 25 de Janeiro. Levava uma bicicleta a pedais, caixa de ferramenta de pedreiro, vestia calças azuis de zuarte, camisa verde, blusão cinzento, tipo militar, e calçava botas de borracha e tinha chapéu cinzento e levava na bicicleta um saco com uma manta e uma pele de ovelha, um fogão a petróleo e uma panela de esmalte azul. Como não tive mais noticias, espero o pior."

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