Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Dia do livro

 

No dia mundial do livro, deixo o conto mais rápido da história da literatura

 

"Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí" Augusto Monterroso

 

 

 

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publicado por Carpinteira às 19:25
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

James Joyce

 

 O nome dele é Joyce, James Joyce

Da sua vida não literária, retive uma grave doença nos olhos que quase o levou à cegueira em 1907,

Por esta altura, publicou o seu primeiro livro, Música de Câmara que contém uma série de poemas bem construidos, reflectindo a influência da poesia lírica isabelina e dos poetas ingleses dos finais do século XIX

Em (1914) publica Gente de Dublin, um livro de contos com uma elaborada estrutura das histórias, onde revela grande apuro nos pormenores irónicos, Estes contos narram episódios críticos da infância e adolescência, e da vida pública de Dublín,

Sobre Gente de Dublin escreveu Joyce,A minha intenção era escrever um capítulo da história moral do meu país e escolhi Dublin como cenário porque a cidade se me afigura como o centro da paralisia”

No romance, Retrato de um artista quando jovem (1916), utiliza amplamente o monólogo interior, recurso literário que plasma todos os pensamentos, sentimentos e sensações da personagem Stephen Dedalus com um realismo psicológico escrupuloso, Trata.se de uma obra autobiográfica onde recria a sua juventude e vida familiar, através da história do protagonista


Mas a fama que alcançou, deveu-se sobretudo à obra Ulisses, publicada em 1922, cuja ideia principal está baseada na Odisseia de Homero, O assunto gira en torno da procura simbólica de um filho por parte de Bloom, e a consciência emergente de Dedalus em dedicar.se à escrita

Esta narrativa abarca um periodo temporal de 24 horas nas vidas de Leopold Bloom, um judeu irlandes, e Stephen Dedalus, O clímax atinge.se no encontro de ambos, É uma obra universal, que tem sido ao longo do tempo, objecto de interpretações várias

Em Ulisses, Joyce, projecta ainda mais longe a técnica do monólogo interior, como recurso fundamental para retratar as personagens, combinando a utilização do mimetismo oral e a paródia, num estilo literário singular

Finnegans Wake (1939), foi a sua última e mais complexa obra, é uma tentativa de introduzir na ficção, uma teoria cíclica da história. Este romance está escrito, na forma de uma sucessão de sonhos ininterrputos que tem lugar durante uma noite na vida da personagem Humphrey Chimpden Earwicker

Simbolizando toda a humanidade, Earwicker, a familia e amigos entrecruzam.se  com os personagens oníricos, uns com os outros, e com diversas figuras históricas e míticas

Em Finnegans Wake, Joyce levou o seu experimentalismo linguístico ao limite,  na mistura de linguagens, onde combinou o inglês com outros palavras provenientes de vários idiomas

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publicado por Carpinteira às 21:39
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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006

Hemingway, um breve apontamento

  Ernest Hemingway (1899-1961)

Romancista e jornalista norte-americano, nasceu em Oak Park, Illinois, 1899. Inscreveu-se como voluntário na Cruz Vermelha para participar na Primeira Guerra Mundial.

Foi a época das suas grandes vivências europeias, principalmente francesas e espanholas.

 

Hemingway como William Faulkner, são os grandes escritores da narrativa norte-americana da época, mas ao contrário de Faulkner, Hemingway constrói grande parte das suas histórias em espaços fisicos fora do seu território natal. As suas obras tem um fio narrativo bastante simples, proporcionando uma leitura agradável; apresentam como caracteristicas principais, a nitidez psicológica das personagens, aliadas a uma simplicidade dos diálogos com registos muito próximos da coloquialidade. Os monólogos revelam grande concisão discursiva eliminando o superfluo. Também a sinestesia é um recurso presente em muitos romances de Hemingway; em “As Verdes Colinas da África”, o protagonista descreve uma hiena ferida que devora o próprio intestino enquanto agoniza.  O cheiro da savana e do sangue como que sai das páginas do livro e invade as narinas do leitor. Ler os textos do autor de “O Velho e o Mar”,  torna-se um bom exercício para aqueles que pretendam iniciar-se na leitura. 

No plano temático, a sua escrita transporta-nos para o interior dos conflitos mais simples do homem, onde podemos identificar os confrontos existenciais quase sempre autobiográficos. A partir de situações de grande simplicidade, Hemingway vai construindo narrativas numa linguagem sólida que consiste em mostrar apenas uma parte do todo, na superficie do texto; por vezes, o importante, é a mensagem subtil de natureza subjectiva como nos mostra o protagonista de  “As Neves  do Kilimanjaro”  que observa a montanha à sua frente como quem olha para o seu vazio existencial.



 

 

 

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Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2006

Narrativa politica

 

Em 1939, Álvaro Cunhal dizia que o  sentido do neo-realismo era: "exprimir a realidade viva e humana de uma  época”, “exprimir actualmente uma tendência histórica progressista". 

Até Amanhã Camaradas tem uma construção narrativa marcadamente neo-realista, movimento estético e ideológico da década de quarenta e cinquenta. As influências literárias, colhe-as Manuel Tiago, em Steinbeck e Jorge Amado, numa altura em que estes dois autores assumiam uma importância fundamental, ao defenderem o compromisso da arte com a realidade social. Até Amanhã Camaradas é um testemunho vivo da luta política de um partido na clandestinidade, em busca da consolidação de um mundo melhor e de uma sociedade mais justa. Há nesta narrativa, uma procura de legitimação no espaço histórico onde ela se inscreve, narrada na luta abnegada e de resistência ao fascismo. Uma experiência vivida nas margens da sobrevivência, donde sobressai  um relacionamento, mediado por afectos e afastamentos, entre os membros do PCP. Estava em jogo a implantação das células do partido em locais e em condições adversas. As personagens deste romance, configuram uma espécie de herói colectivo, num espirito de missão aliado a comportamentos estóicos e éticos, sempre em prol da organização. Não há lugar para hesitações ou traições. O trilho doutrinário está traçado, ninguém pode desviar-se um milímetro.   

 

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publicado por Carpinteira às 16:07
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